Na última semana, acadêmicos do curso de Licenciatura em Geografia EaD do polo Caxias (MA), realizaram uma aula de campo no Balneário Veneza. A atividade, que foi organizada pelo mediador da turma, Prof. Esp. Benedito Nunes, com o apoio da coordenadora do polo, Prof.ª Ma. Lêda Rodrigues teve como objetivo central compreender, na prática, as interações entre recursos hídricos, cobertura vegetal e dinâmicas de ocupação urbana como elementos fundamentais da análise geoambiental. “Essa abordagem articula teoria e prática, favorece uma leitura crítica do espaço geográfico e contribui para uma formação acadêmica mais contextualizada e consistente”, destacou o professor Benedito Nunes.
Os acadêmicos foram recepcionados por uma paisagem marcada pela diversidade de elementos naturais, como vegetação exuberante, o corpo hídrico que compõe o balneário, além de estruturas antrópicas, como o esqueleto de uma construção destinada à área de lazer.

Ao longo da jornada, os acadêmicos encontraram um morador local há aproximadamente 60 anos conhecido como “Chicão”. Ele é responsável pela organização do Balneário há mais de uma década e destaca sobre os desafios de gestão e as transformações ocorridas ao longo do tempo.

O percurso conduziu os alunos à margem do rio Itapecuru, localizado em um trecho do balneário. Ali, puderam observar de perto sinais preocupantes: indícios de assoreamento, raízes de árvores expostas pelo recuo das margens e intervenções antrópicas como o acúmulo de galhos e o lançamento de esgoto no corpo d’água. A área também conta com uma nascente de água mineral e trilhas com solo úmido e densa cobertura vegetal. Um contraste que expõe, ao mesmo tempo, a riqueza e a vulnerabilidade do ambiente local.
A acadêmica Sara Silva comenta sobre o impacto da atividade: “Para mim, essa experiência foi extremamente enriquecedora. O estudo do meio proporcionou um aprendizado muito significativo, pois pude ver na prática aquilo que estudamos na teoria. Isso fortaleceu meu olhar crítico e minha compreensão sobre a importância de analisar o espaço geográfico de forma integrada.”
Dayane Almeida complementou, ressaltando o papel formativo desse tipo de iniciativa: “O estudo de campo reforça o papel dos estudos geoambientais na formação acadêmica, ao possibilitar a articulação entre teoria e prática e estimular uma consciência mais crítica sobre o meio em que estamos inseridos. Experiências como essa contribuem para a construção de um olhar mais atento, responsável e comprometido com a preservação e valorização dos espaços locais.”

Por Fernanda Araújo, com informações do polo Caxias.

